Alma ganha vida
Não se trata aqui de um texto sobre espiritualidade, estamos falando do Grande Arranjo Milimétrico e Submilimétrico do Atacama (Alma, na sigla em inglês), um conjunto de antenas que unidas têm a capacidade de um radiotelescópio de 15 quilômetros de diâmetro.
Há um ano, a Ciência Hoje On-line visitou o Alma e os demais telescópios do Observatório Europeu do Sul (ESO), no deserto do Atacama, Chile. Na época, o empreendimento milionário tocado por Estados Unidos, Japão, Taiwan e os 14 países membros do ESO começava a tomar forma. Nessa quarta-feira (13/03) o observatório foi oficialmente inaugurado.
Quando visitamos o Alma, imponente a 5 mil metros de altitude no altiplano Chajnandor, havia apenas 16 antenas em funcionamento. Muitas antenas ainda eram construídas no pátio, mas os primeiros estudos astronômicos já estavam começando a ser feitos por lá.
Hoje, quase todas as antenas estão na ativa captando a chamada radiação submilimétrica, que, diferentemente da luz visível percebida pelos telescópios óticos, pode ser detectada mesmo durante o dia.
Mal começou a funcionar, o observatório já emplacou alguns estudos em revistas científicas de renome, como a Nature. Três estudos recentes feitos com dados do Alma descrevem a observação de 26 galáxias distantes e apontam para indícios de água e açúcar em uma galáxia a 12 bilhões de anos-luz da Terra. A descoberta reafirma a ideia de que os elementos básicos para a vida já estavam disponíveis na época em que o universo era jovem.
Leia mais sobre o Alma e as pesquisas feitas no ESO na CH On-line

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