Se já existem
planos – controversos, é verdade – para começar a colonizar
Marte em alguns anos, podemos agradecer ao pioneirismo da Viking 1, a
primeira sonda da Nasa enviada ao planeta vermelho. Lançado há
quarenta anos, precisamente no dia 20 de agosto de 1975, o
equipamento aterrissou em nosso planeta vizinho onze meses depois, em
20 de julho de 1976.
De lá para cá,
muito já se estudou sobre Marte, mas, na década de 1970, descobrir
o solo marciano era um desafio crucial na corrida espacial entre a
ex-União Soviética e os Estados Unidos. Até aquele momento, ambos
já haviam enviado dispositivos para recolher informações sobre
nosso vizinho. Os soviéticos, por sinal, quase venceram a briga: sua
sonda Mars 3 aterrisou por lá em dezembro de 1971, mas perdeu o
contato com a Terra segundos depois.
Menos de dois
meses após a aterrissagem da Viking 1, uma segunda sonda, a Viking
2, pousou no planeta vermelho. Os equipamentos foram projetados para
funcionar durante 90 dias após o pouso, mas acabaram enviando
informações por anos – a Viking 1 fez a última transmissão em
novembro de 1982, enquanto a Viking 2 esteve ativa até abril de
1980.
As sondas e os
satélites que as acompanharam produziram mais de 52 mil imagens,
cobrindo 97% da superfície do planeta. Além das fotografias, as
sondas enviaram as primeiras medidas da atmosfera e superfície de
Marte. Elas também conduziram experimentos que buscavam informações
sobre a presença de vida por lá.
Pôr do sol marciano capturado pela sonda Viking 1. Foto: Nasa
Em 2001, jornal O
Público,
de Portugal, relatou as impressões do astrofísico Carl Sagan, que
participou do projeto, ao receber as primeiras imagens da Viking 1:
“Lembro-me de que a primeira imagem recebida do horizonte de Marte
me deixou petrificado. Aquele não era um mundo estranho, pensei.
Conhecia lugares assim no Colorado, no Arizona e em Nevada. Havia
pedras e dunas e uma elevação distante, tão natural e espontânea
como qualquer paisagem na Terra”.
Quarenta anos
depois da sonda pioneira, é impressionante a quantidade de
informações que já coletamos sobre Marte, mas – felizmente! –
há muitos mistérios a desvendar, o que deve nos garantir ainda uma
boa dose de curiosidade nas próximas décadas.
Confira um
sobrevoo impressionante do planeta vermelho, que mostra como seriam
seus rios, lagos e mares tem tempos
remotos: http://tmblr.co/ZlIT9x_qz8jn
Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita
sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus, Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém.
Foi num já longínquo 19 de janeiro de 2006 que um pequeno objeto produzido pelo homem começou uma jornada pelo espaço, que só agora chega ao seu clímax. A viagem de quase 10 anos levou a sonda espacial New Horizons aos confins do Sistema Solar, onde atingiu, na manhã de 14 de julho de 2015, o ponto máximo de aproximação prevista com o Plutão: 12,5 mil quilômetros. A realização permite a coleta de dados e imagens inéditas sobre pontos tão distantes em nossa galáxia e expande os limites da exploração espacial.
Plutão é hoje considerado um planeta anão e está localizado a uma distância de aproximadamente 5 bilhões de quilômetros da Terra – não por acaso, New Horizons significa “novos horizontes”. Ainda na noite de ontem (14/7), a sonda “ligou para casa”, sinalizando que havia passado por Plutão. Foi bom ter notícias: durante a aproximação máxima, New Horizons havia interrompido a comunicação com a Terra para concentrar-se na coleta de dados.
A sonda já permitiu descobertas sobre a geologia antes desconhecida de Plutão: o planeta possui altas montanhas de gelo e não apresenta crateras, indício de que sua superfície deve ser jovem, como revela essa imagem publicada hoje (15/07). (Foto: Nasa TV)
Caronte, uma das luas de Plutão, em outro registro inédito feito pela New Horizons. (Foto: NASA/JHUAPL/SWRI)
Imagem obtida pela New Horizons no dia 11 de julho de 2015. (Foto: NASA/JHUAPL/SWRI)
Eder Cassola Molina, geofísico do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG/USP), acredita que uma das maiores contribuições da sonda espacial é o novo conhecimento detalhado que traz sobre Plutão e suas luas. “Até agora, esses corpos celestes eram pouco mais do que manchas no longínquo espaço; mesmo o Hubble só conseguia dar uma ideia muito vaga de como era Plutão. As suas luas, então, eram completas incógnitas”, comenta. “Nada se sabia sobre a composição e eventual atmosfera destes corpos, e agora os dados vão permitir entender um pouco mais deles e tentar rastrear sua origem”.
A missão da sonda deve se encerrar no ano de 2020. Até lá, uma grande quantidade de dados estará disponível para a análise de cientistas do mundo todo. “Os cientistas vão continuar a analisar os dados de Plutão e de suas luas, e está planejada uma continuidade da missão da sonda, para investigar um corpo do cinturão de Kuiper – que também traria informações valiosíssimas sobre a formação, composição e evolução do Sistema Solar”, finaliza o geofísico.
Mais detalhes sobre a New Horizons podem ser acompanhados pelo Facebook oficial ou pelo site da missão. Confira mais imagens relacionadas à missão.
Lançamento da sonda espacial New Horizons em Cabo Canaveral no dia 19 de janeiro de 2006. (Foto: Nasa)
Concepção artística da aproximação da sonda espacial New Horizons de Plutão, com Caronte, lua de plutão, ao fundo. (Imagem: Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Southwest Research Institute)
Comparação dos tamanhos entre a Terra, Plutão e sua lua Caronte. (Imagem: Nasa)
Today, President Obama commuted the sentences of 46 prisoners convicted of non-violent crimes many years—or even decades—ago. America is a nation of second chances, and these are Americans who deserve that second chance.
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